Como a emoção é trabalhada dentro do Marketing Digital

Como a emoção é trabalhada dentro do Marketing Digital

Tempo de leitura: 4 minutos

Uma estratégia de marketing eficiente é aquela que agrega valor ao produto ou serviço em questão, mostrando para o cliente em potencial os motivos pelos quais fazer aquela compra é uma boa decisão. Hoje em dia já se reconhece a importância de incluir aspectos intangíveis nesse processo, indo além das características palpáveis do bem de consumo. Veja como a emoção pode ser trabalhada no marketing digital.

A era do neuromarketing

É impossível falar de emoção no marketing digital sem recorrer ao neuromarketing, uma tendência que ganhou os holofotes, especialmente na última década. O neuromarketing consiste na união da neurociência e do marketing para fundamentar a criação de estratégias que considerem as emoções e o subconsciente do consumidor na tomada de decisão de compra.

A base do neuromarketing foi o estudo a respeito de quais áreas do cérebro são ativadas na tomada de uma decisão. O que a ciência já descobriu é que esse processo é regido predominantemente pelo sistema límbico, a região mais primitiva do cérebro e que atua nas emoções.

Isso significa que toda decisão passa primeiro por esse sistema antes de se tornar racional, inclusive a decisão de compra. Em outras palavras, quando o consumidor opta por adquirir um determinado produto ou serviço, ele não está fazendo isso apenas por pesar seus prós e contras, porque antes de chegar a essa etapa objetiva, aquele produto ou serviço precisará ter passado pelo sistema límbico, ou seja, pela parte emocional.

É por isso que as marcas de sucesso precisam não apenas se concentrar nos benefícios tangíveis do seu bem de consumo, mas trabalhar as emoções do público-alvo a seu favor. Inclusive no marketing digital.

A emoção no marketing digital

Já falamos sobre como as mídias sociais são essenciais para a estratégia de crescimento de uma empresa, mas também é importante ressaltar o potencial delas para explorar as emoções do público-alvo. Veja algumas ações que podem ser realizadas com esse intuito.

Autenticidade

Um dos pilares do marketing emocional é transmitir confiança e credibilidade para o consumidor. Isso só é possível por meio da publicação de conteúdos autênticos, que sejam uma extensão do DNA da marca. Uma postagem que soa falsa emite um alerta para o sistema límbico do receptor, gerando um efeito contrário.

Mais do que nunca, aqui o marketing precisa ser feito com propósito. Não adianta nada tentar “pegar carona” em algum assunto que esteja em voga no momento, se ele não refletir os valores da marca.

Storytelling

Crie uma narrativa com começo, meio e fim e com personagens com os quais o seu público-alvo possa se identificar, a fim de gerar empatia, uma das emoções mais poderosas. Os elementos vistos em um vídeo são processados da mesma forma que os acontecimentos da vida real. Por isso, usar esse formato e contar uma história é tão eficiente.

Aproveite o potencial das redes sociais para a publicação de vídeos e saia da monotonia de posts que se reduzem a textos e fotos. Esse formato tem um apelo emocional muito mais significativo. Ressalte-se que o storytelling só funciona se o enredo for simples. Algo muito complexo tira o interesse do espectador.

Apresente o problema e a solução

Trabalhe postagens que mostrem para o consumidor que ele tem um problema e que a sua marca tem a solução. Essa é a estrutura lógica básica do neuromarketing, criar uma lacuna que possa ser preenchida pelo produto ou serviço em questão.

Por exemplo: se a sua empresa vende softwares de gestão, mostre que tipo de problema a falta de um sistema como esse pode representar para o cliente e, em seguida, deixe claro como resolver esse problema.

Senso de urgência

Publicações que apelem para sentenças como “ligue agora”, “últimas peças em promoção” ou similares também funcionam bem do ponto de vista emocional. Isso porque induz o cérebro do receptor a priorizar aquela mensagem, sabendo que se deixar para depois, pode perder uma excelente oportunidade de compra.

Utilize esse recurso com parcimônia: se em todas as postagens promocionais a marca terminar o texto dizendo que são as últimas peças, a mensagem pode começar a soar falsa, ferindo a questão da autenticidade que apresentamos no início.

A marca deve ser relevante

Uma das descobertas do neuromarketing foi que tudo aquilo que parece irrelevante exerce um estímulo negativo sobre o cérebro. A partir disso, podemos defender primeiramente a necessidade de elaborar mensagens objetivas, que vão direto ao ponto.

Além disso, a marca precisa ser relevante dentro do contexto. Sempre que você elaborar uma campanha para as mídias sociais, observe o que aconteceria se a sua marca fosse omitida. Não fez diferença? Então a campanha precisa ser reestruturada.

O aspecto visual também é muito relevante no despertar das emoções. Leia o artigo que elaboramos sobre isso, para complementar seus conhecimentos.

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